terça-feira, 20 de setembro de 2011

Museu das Cadeiras

Acreditem... Há o Museu da Cadeira no Rio de Janeiro. Por não possuírem um site especifico, segue pesquisa sobre o mesmo.

Em uma rua calma no meio do agitado bairro de Botafogo no Rio de Janeiro, um belo casarão do começo do século XX abriga o inusitado Museu da Cadeira desde 2004. São mais de 170 peças reunidas em uma única sala, cadeiras de todos os tipos e formatos espalham-se pelo chão, por prateleiras, pela parede e até mesmo pelo teto. O visual é um emaranhado intrigante a princípio, mas um olhar mais atento revela silhuetas peculiares que chamam a atenção de qualquer um.
Tudo começou com a paixão do arquiteto e curador do museu Richard Valansi pelo universo do design e principalmente pelo design de cadeiras. Desde o início da faculdade ele começou então a colecionar e hoje, possui mais de 1.500 peças, considerado o maior acervo da América do Sul e uma das mais importantes do mundo. “A cadeira não é um mero objeto de quatro pernas, quando você entra aqui nesta sala o que você vê é a criatividade de todo mundo, do design e também a influência dos materiais em cada objeto.”, afirma o arquiteto. 
Jornal, papelão, bambu e vidro são alguns dos materiais mais peculiares que encontramos nas cadeiras do museu, que abriga os mais valiosos e interessantes itens da coleção de Valansi. Ali há desde modelos mais simples, como a cadeira com assento e encosto em forma de disco de vinil projetada pelo carioca Bernardo Senna, até peças bem arrojadas, como uma espreguiçadeira criada por designers finlandeses para aqueles que não largam o computador em nenhum momento: o móvel tem uma espécie de bancada para colocar o objeto de modo que se possa usá-lo confortavelmente deitado.
Uma das coisas mais interessantes que podemos observar é a contemporaneidade de algumas cadeiras desenhadas há mais de 80 anos atrás e também as peças que nos levam a fazer uma viagem no tempo. O acervo de cadeiras foi adquirido pelo próprio curador, em suas andanças por feiras, leilões e brechós no país e no exterior. “Novos designers têm feito doações para o museu, mas 90% das peças que estão aqui fui eu que fui atrás.”, diz Valansi.
No espaço estão expostas cadeiras assinadas por importantes designers brasileiros e estrangeiros como Sérgio Rodrigues, Ricardo Fasanello, José Zanine Caldas, Le Corbusier, Pierre Paulin, Tenreiro, George Nelson e Peter Ghyczy.
Serviço:

Museu da Cadeira - Rua Martins Ferreira, 48 – Botafogo – Rio de Janeiro - Tel: 021- 2527 4044
museu.da.cadeira@gmail.com

Fonte: http://www.rodadamoda.com/post.php?id_post=372

Por: KATH PALOMA

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

CADEIRA EGÍPCIA

Passando em uma avenida movimentada de São Paulo, vi um anuncio em uma loja sobre cadeiras egípcias, a partir de então fui pesquisar sobre o tema. Segue minha pesquisa:



Na história das civilizações, uma das maiores manifestações culturais foi
também responsável pelo primeiro mobiliário representativo: a cultura egípcia.
A religião, a localização às margens do rio Nilo, a vegetação local, a tecnologia, o clima e a hierarquia social foram alguns dos muitos fatores que influenciaram o design egípcio. A motivação para a maior parte desta produção estava enraizada em crenças religiosas complexas, os egípcios eram politeístas e seus deuses representações de corpos celestiais, de humanos, de animais ou combinações dos dois últimos.
Entretanto, é devido, especialmente, à crença egípcia de vida após a morte e
das condições climáticas locais que atualmente se tem muitos dados e
exemplos de como era o mobiliário desta época. Algumas peças encontradas
no interior de tumbas reais estavam em ótimo estado de preservação.
A madeira era um material escasso na região e, conseqüentemente, era pouco usada na arquitetura e no mobiliário. Para o primeiro, quando este material era empregado, ele tinha de ser importado e para a fabricação de móveis eram utilizadas peças de madeira de pequenas dimensões.
Outra técnica criada e utilizada pelos egípcios era o ato de revestir peças de
madeira de pior qualidade com lâminas de madeiras mais valiosas, como o
ébano.


Em todo o mobiliário pode-se perceber a ornamentação com símbolos
religiosos, sendo que um dos primeiros móveis que se tem notícia foi o
tamborete, usado por todas as classes sociais desde cidadãos comuns até a
realeza.
Segundo Blakemore (1997)
“As cadeiras foram usadas, primeiramente, como símbolo de status, e
só após a 18° Dinastia, foi que este mobiliário difundiu-se por todas
as classes sociais. Este mobiliário tinha uma estrutura muito simples:
assentos quadrados de tiras de couro ou feitos com a própria
madeira, encostos inicialmente retos e posteriormente inclinados,
poderiam ter ou não encosto para braços e os pés geralmente eram
imitações de patas de animais com a interessante característica de
representarem as patas dianteiras e as traseiras fielmente.”

As cadeiras aparentavam riqueza e elegância e simbolizavam o status de quem as usava. Eram feitas de ébano e marfim ou de madeira e cobertas de materiais caros. Possuíam figuras em alto relevo, geralmente destacando o faraó e suas ações.
Os pés da cadeira eram patas de animais, co mo leão e touro, simbolizando força, vigor e poder. Pode-se notar uma clara influência no que diz respeito aos pés das cadeiras egípcias em relação ao mobiliário Luís XV, onde usava-se na extremidade da cabriole leg a pata de um leão, representando a mesma simbologia da cultura do Antigo Egito.
No Egito, os artesãos já conheciam sistemas de encaixes para madeira; usavam cavilhas e tinham habilidade na construção e
Curiosidades
- Cada animal representava uma qualidade, respectiva à sua própria característica. O chacal representava esperteza noturna; o gato, agilidade; o carneiro, reprodução; a serpente, poder de ataque; a águia, capacidade de voar; o escaravelho, ligado a ressurreição.

Os móveis egípcios apresentam características distintas, como o costume de decorar os pés da cama e o emprego dos pés com forma de patas de animais. Esse costume teve origem remota na utilização de ossos de animais na confecção de pernas dos móveis.

http://2.bp.blogspot.com/_dTIOMSQptYM/TCehO9AVlNI/AAAAAAAAATc/WsZP_KOd2Ho/s1600/banco+2.jpg
Preço...
Uma cadeira egípcia custa em torno de R$850,00.
Na decoração...
Exótico e original, o estilo egípcio vai obviamente buscar inspiração a uma das civilizações simultaneamente mais antigas e mais desenvolvidas da história da humanidade. Majestosa e real, a grandiosidade de um visual como este é garantida, não só pelos objectos e relíquias primitivas e obrigatórias, mas também pelo uso predominante das cores preto e dourado. Outras cores podem ser aplicadas em “pano de fundo”, mas preferencialmente tons pálidos.                 Em termos de materiais, a opção vai quase sempre para a pele preta, grés e mármore, em detrimento da madeira, mas se não quiser prescindir deste material, que seja madeira escura. A vertente mais divertida de uma decoração egípcia pode muito bem ser a escolha dos elementos decorativos. Por onde começar? Hieroglíficos, estátuas e máscaras de seres místicos, múmias, bustos e vasos imponentes, entre tantos outros. Mas atenção, nem de mais, nem de menos… com bom gosto para não perturbar os deuses.



Por: KATH PALOMA

domingo, 11 de setembro de 2011

História das Cadeiras




A cadeira é um objeto muito antigo, embora durante muitos séculos fosse um artigo que conferia status e dignidade a quem a usava, de fato, não foi de uso comum até o século XVI, quando então ganhou popularidade. Há muitos séculos a cadeira é considerada um dos objetos mais importantes do mobiliário e símbolo da posição social de quem se sentava sobre ela.
           As cadeiras mais antigas de que se tem notícia são as cadeiras egípcias, que demonstram ter sido de grande riqueza e esplendor.
Ainda hoje, o maior sucesso do design industrial de todos os tempos, sendo a mãe de todas as cadeiras modernas.As cadeiras Thonet numeradas foram as primeiras a serem produzidas através do curvamento de madeiras e pioneiras também na venda por catálogos.
           O ponto das grandes mudanças é a revolução industrial quando peças únicas dão lugar à produção em série. A tecnologia está mais à mão e designers podem ter suas criações multiplicadas sob um novo conceito; o da funcionalidade. A revolução industrial do final do século XIX, além de revolucionar os meios de produção, influenciou o modo de vida e criou verdadeiras revoluções de conceitos e comportamento. O excesso de detalhes e adornos das peças antes artesanais cede lugar ao minimalismo do conceito “forma e função” e da busca pelo novo.
           O século XX viu o uso crescente de tecnologia na produção de cadeiras. O uso de metal tanto no corpo quanto nas pernas aumentou. Uma das primeiras cadeiras a se tornar famosa foi a Hill House de Charles R. Mackintosh em 1928.
                    Marcel Breuer foi o precursor do design arrojado para as cadeiras; sua criação, a cadeira Wassily, inspirada nos tubos de sua bicicleta,é um verdadeiro clássico do design mundial e como todo clássico, é atual quase cem anos depois. Deu origem ao sistema de construção de mobiliário tubular usado ainda hoje. De tão atual, há quem diga que a cadeira Wassily tem design contemporâneo.
          Os móveis modernos criados principalmente sob a influência da escola da Bauhaus na primeira metade do século XX foram tão felizes e arrojados em sua concepção que deram origem não só a estilos e formas, mas a tecnologias de fabricação e suas criações se multiplicam e sofrem releituras das mais diversas formas.
           O Design Italiano é outro tema de suma importância e influência no design das cadeiras, pois graças ao seu encanto discreto mas irresistível, o design italiano tem seus admiradores incondicionais em todo o mundo. Depois da 2ª Guerra Mundial, sobretudo a zona de Milão, se tornou a Meca do design internacional.
          O design contemporâneo por sua vez, está aí, seus designers estão em plena atividade produzindo e criando inovações. O contemporâneo bebeu da fonte do modernismo e tem em comum com o estilo mestre, a genialidade, onde forma e função são uma só diretriz, um só motivo para criar e encantar. A cadeira continua sendo um símbolo desta criação e aparece também no trabalho de artistas de maneira polêmica e muitas vezes inusitada. Hoje, com a globalização, designers criam em conjunto em nome da auto-suficiência superando obstáculos e desenvolvendo novas tecnologias. Os tempos de hoje pedem profissionais mais diretos,simplicidade e objetividade nos projetos; peças únicas são criadas com o conceito atemporal da produção seriada. Cada vez mais vemos produtos que utilizam em sua concepção, materiais recicláveis, madeiras de reflorestamento, aproveitamento de materiais de maneira ecologicamente correta e tingimento com pigmentos naturais e não poluentes.


sábado, 10 de setembro de 2011

RECICLANDO COM PALLETS EM MÓVEIS

Pallets é um estrado de madeira que é utilizado para transporte e movimentação de cargas.

Estamos fazendo um trabalho com pallets e confesso ficamos apaixonadas por esse material aparentemente sem graça, mas com um pouco de criatividade e ousadia podemos fazer lindas peças para decorar um ambiente.  Fiz varias pesquisa na net e encontrei milhares de idéias maravilhosas. Vejam algumas:













Vale a pena colocar essas odeias em pratica, você terá uma decoração ecologicamente correta ,moderna, e barata. É possível comprar pallets por R$5,00 isso depende da região onde você mora.


Em breve postarei o nosso trabalho feito com pallets
Espero que gostem...

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

APRESENTAÇÃO, KATH PALOMA



Me chamo Kath Paloma, pedagoga, arte-educadora e técnica em museologia. Trabalho com acondicionamento, catalogação e higienização de acervo museológico, também no setor educativo com atendimento ao público e na criação de projetos educativos. Já trabalhei na docência, algo que também me encanta.










Á convite da designer Ruthnéia Grandi, elencarei alguns mobiliários, e por meio de pesquisas apresentarei o contexto histórico dos mesmos.
           






Assim para “começar do começo”, entendamos o conceito de mobiliário.

Denomina-se mobiliário o conjunto de móveis ou peças utilizados pelo homem no ambiente doméstico ou funcional, como complemento da posição de seu corpo ou guarda de seus pertences, de seu prazer estético ou bem-estar, em condições e para fins de trabalho ou de lazer, de atividade ou repouso.
De acordo com Bayeux (1997)

“Através das peças que compõem o mobiliário é possível detectar
necessidades e interesses diversos de uma dada sociedade numa
determinada época e, até mesmo, a mudança de certos conceitos,
como, por exemplo, o de funcionalidade – a cadeira vista como um
objeto utilitário básico do nosso cotidiano, foi usada como símbolo
hierárquico, como objeto de afirmação de poder em que o conforto
não era sequer considerado.”

Fazendo uma avaliação histórica através do tempo e das civilizações, é
possível observar que alguns fatores influenciaram e, até hoje, influenciam o
design de um mobiliário. O clima, a tecnologia: materiais e técnicas de
construção, a cultura, o social e os recursos econômicos disponíveis foram e
ainda são alguns desses determinantes.
Através do estudo da postura e das aspirações do homem, em conformidade com os valores e padrões culturais, e da análise dos padrões sociais e econômicos, é possível traçar um panorama geral da evolução do mobiliário, de seus detalhes construtivos e seus conceitos para melhor entender o móvel atual. E é este o objetivo deste capítulo: estudar a evolução do mobiliário, levando em conta os diferentes padrões estéticos ao longo da história e criando, assim, bases para o estudo do móvel atual.


Fonte: www.bibliotecadigital.ufmg.br/dspace/bitstream/1843/PASA-8AMJ6K/1/analise_biomec_nica_da_estrutura..._carla_paoliello.pdf